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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Burrhus Frederic Skinner (1904 – 1990)

B. F. Skinner nasceu na Pensilvânia, em 1904, formou-se em língua inglesa na Universidade de Nova York antes de ingressar para a psicologia, que cursou em Harvard onde conheceu o behaviorismo. Foram anos dedicados a experiências com ratos, pombos e a produção de livros. Criou pequenos ambientes fechados que ficaram conhecidos como caixas de Skinner,q quando  um rato é colocado dentro de uma caixa fechada que contém apenas uma alavanca e um fornecedor de alimento. Quando o rato aperta a alavanca sob as condições estabelecidas pelo experimentador, um bolinho de alimento cai na tigela de comida, recompensando assim o rato. Após o rato ter fornecido essa resposta o experimentador pode colocar o comportamento do rato sob o controle de uma variedade de condições de estímulos.
Quando sua filha nasceu, Skinner criou um berço climatizado, assim originando boatos de que teria submetido sua pequena filha a experiências semelhantes às que fazia com os ratinhos.
 Em 1948, aceitou o convite para ser professor em Harvard, onde ficou até o fim da vida. Morreu em 1990, em ativa militância em favor do behaviorismo.
Autora: Najara (1o período)

James Mill (1773 – 1836 )

     Mesmo vindo de família humilde seus pais fizeram questão que tivesse educação de primeiro nível e o mandarão a escola de Parroquia primeiro e depois a Academia Montrose, depois ingressou na Universidade de Edimburgo onde diferenciou-se em conhecimentos profundos na antiga Grécia.
     Licenciado em 1798 como predicador, James não teve grande sucesso. Entre 1790 a 1802 além de vários doutorados também se dedicou a estudos históricos e filosóficos . Desde de 1803 até 1806 trabalhou como editor em um grande jornal chamado O salário Literário neste mesmo período também editou As Crônicas de St. James e período. Em 1805 casou-se com Harriet Burrow com quem um ano depois teve seu filho Jonh Aturt Mill.
    James Mill, teve um grande chefe colega, Jremy Bentham. Em 1808 começou a escrever para o Edinburg Review onde muito contribuiu até 1813, seu primeiro artigo foi “ Dinheiro e intercâmbio” . Trabalhou também com William Allem em um jornal chamado “ O filantropista” .      Contribuiu maioritariamente em todos os números; seus tópicos de preferência foram educação, o libertado de imprensa e disciplina carcerária. Realizou violentos ataques contra a Igreja em conexão com a controvérsia de Bell e Lancaster, e tomou uma parte predominante nas discussões que levaram a fundação da Universidade de Londres em 1825. Em 1814 escreveu um número de artigo contendo uma exposição de utilitarismo para o suplemento da quinta edição da enciclopédia Britânica
     Desde 1824 até 1826 Mill contribuil ao Westminster Review. Em 1829 apareceu sua analise do fenômeno da mente humano. Desde 1831 até 1833 ele ocupou-se da defesa da companhia inglesa das indígenas orientais. Escreveu para o London Revien em 1834 um notável artigo titulado “A igreja e sua reforma”, sendo muito céptico por sua época dando a imagem do Review. Seu ultimo livro publicado foi o Fragmento em Mackintosk (1835)
    Seu intelecto era lógico até no ponto mais alto, era claro e preciso.

Autora: Hárita (1o Período)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Anna Freud (1895-1982)



     Anna Freud nascida no dia 3 de dezembro de 1895 na cidade de Viena na Áustria, era a caçula de seis filhos de Sigmund Freud e Martha Freud, quando jovem foi analisada pelo próprio pai, já que este é considerado o pai da psicanálise, e seria muito constrangedor para outra pessoa saber segredos do principal nome da psicanálise. Era uma grande devota de seu pai e nos anos que antecedem sua morte Anna foi o braço de Freud, pois tinha uma grande relação com o pai. Anna manteve uma relação muito intima com Dorothy Burlingham por mais de cinquenta anos e viveram sob o mesmo teto as últimas décadas de suas vidas. Esse fato, embora fosse do conhecimento de muitos, a conotação de serem lésbicas sempre foi negada.
     Anna Freud seguiu os passos do pai sendo um nome muito importante para a psicanálise pós-freudiana, quando jovem lecionou para séries primárias, o que lhe permitiu um acompanhamento diário de crianças, fazendo que se interessasse mais cedo pela psicologia infantil. Esteve ligada a Sociedade Psicanalítica de Viena nos anos de 1925 a 1928, onde publicou em 1927 um artigo que a fez se aproximar cada vez mais da psicologia infantil. Anna dirigiu uma escola maternal experimental para crianças menos favorecida da cidade de Viena presidiu também a Hampstead Child Therapy Clinic, clínica especializada na pesquisa e formação no meio da psicanálise infantil.
     Teve várias controvérsias com o estudo de Melanie Klein em relação ao modo como eram realizadas as técnicas psicoterapêuticas com crianças. Anna com a ajuda de Dorothy fundou a Hampstead Nurseries, uma instituição com o intuito de acolher crianças órfãs e que os pais estavam ausentes. No início de sua obra fez estudos direcionados para ansiedade e seus vários tipos, e como estes vários tipos de ansiedade interferem no Ego que, para se defender, utiliza de vários mecanismos de defesa para combater os diferentes tipos de ansiedade (ansiedade superegóica ou moral, ansiedade real e ansiedade puncionais).
    Anna Freud veio falecer no dia 09 de outubro de 1982 em Londres, vestida com um casaco que era de seu pai, que havia guardado como recordação, deixando varia obras importantes como: O Ego e os Mecanismos de Defesa (1949), Perturbações Psicológicas na Adolescência (1969).
Algumas fotos de Anna Freud com seu pai Sigmund Freud, com Dorothy Burlingham e outras imagens.
Um vídeo bem legal feito pelos alunos do Centro de Ciências da Saúde Psicologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia mostra um resumo bem legal da vida de Anna Freud tanto sua vida profissional como pessoal.
Referências Bibliográficas

James McKeen Cattell (1860-1944)

Nasceu em Easton, Pensilvânia no ano de 1860. Após sua formatura, ganhou uma bolsa para Universidade Johns Hopkins em 1882. Sua experiência com drogas fez com que seu interesse por psicologia aumentasse. Iniciou trabalhos simples para estudar os processos mentais, tais como nomear objetos ou cores, muito influente na psicologia como administrador da ciência psicológica e um grande organizador, fazia uma ligação entre a psicologia e a comunidade cientifica.
     Preocupado com a capacidade humana estudou os processos mentais e os efeitos das drogas nos mesmos. Ajudou a fundar a APA e logo depois se tronou secretário e diretor, em 1902 foi presidente da NYAS, pelo grande trabalho de promoção das ciências. Foi um dos grandes responsáveis de promover a imagem de psicologia como ciência, com isso ajudou a fundar a Associação Americana de Professores Universitários, para que professores tivessem uma maior capacidade decisória.
     Ajudou a fundar e editar revistas de associações com seus próprios lucros que ainda estão por aí até hoje.

Autor: Otávio (1o período)

O estudo de Breuer no caso Anna O


     Bertha Pappenheim Ficou conhecida pelo pseudônimo Anna O. após um  estudo de histeria realizado  pelo médico e psicólogo Josef Breuer com a ajuda de Sigmund Freud, que tinha Breuer como a figura de seu pai. Ambos discutiam casos a respeito de seus pacientes inclusive da paciente  de  21 anos , Anna O.
     Esta era muito bonita e inteligente, porém apresentava sintomas de histeria (paralisia, perda de memória,deteriorizaçaão mental, náuseas , distúrbios visuais e orais). Durante o tratamento descobriram que os primeiros sintômas apareceram depois da morte de seu pai. O tratamento foi iniciado com o método hipnótico para que se pudesse enterder as origens dos sintomas, durante as sessões percebeu-se que que a histeria tinha um envolvimento com seu passado, diante desse  fator os sintomas foram reduzidos  ou até mesmo eliminados. Anos depois Breuer disse a ela que não podia continuar o tratamento dela devido a aproximidade que os dois tinham adiquirido.
    Análises posteriores  revelaram que Anna não foi curada atráves do método catártico, e que após Breuer deixar de tratá-la, ficou viciada em morfina. O relato de Breuer sobre Anna O foi de suma importância para o desenvolvimento da psicanálise por ter aprofundado no estudos sobre histerias e por desenvover o método catártico. Freud adotou os métodos de Breuer(hipnose e catártico) mas ficou insatisfeito com o método hipnótico, pois raramente obtia-se a cura e sim o àlivio. Também descobriu que não era possível hipnotizar a todos, mas apenas aqueles que possuem um poder de concentração maior.  Diante desse problema, Freud abandonou a hipnose e  adotou  a técnica de livre associação (técnica em que o paciente diz o que vem a sua mente). O objetivo desse sistema ultilizado por Freud era trazer o pensamento reprimido causador de histeria do paciente.
   Com essa análise, descobriu-se que as histerias (neuroses) decorriam de um conjunto de lembranças que remetiam à infância, ligadas aos fatores sexuais. Chegou à conclusão de que "os distúrbios neurótico são originados nos fatores sexuais’’.
    Porém Freud e Breuer discutiram sobre  a convicção de ser ‘’exclusivamente limitado  ao sexo, o comportamento neurótico’’ não convencendo Breuer, pois esse acreditava que não era o sexo a única explicação, rompendo então o laço de  amizade entre os dois. Freud viria a reconhecer mais tarde e publicamente o trabalho de Breuer sobre a histeria.
    Ao saber da morte de Breuer Freud ficou tocado e pediu desculpas aos filhos de Breuer. O trabalho de Breuer  foi fundamental principalmente na psicanalise no âmbito da histeria, sendo o maior responsável, é claro, que com a ajuda de Freud pelo resultado obtido no estudo das histerias e neuroses.

Autora: Elisen (1o período)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Propaganda e Análise Comportamental


Precisa mesmo do modelo 2011? A aplicação científica dos princípios da Análise Comportamental nas campanhas publicitárias, que a princípio são para apresentar informações específicas de um produto ou serviço, partiu do próprio Watson, seu fundador, que desenvolveu na psicologia a teoria de que o comportamento é gerado pelo condicionamento, controlado pelo estímulo-resposta. Propaganda com behaviorismo, uma busca em conquistar a fidelidade ou aceitação de novos produtos pelo seu público-alvo, com as associações que forem possíveis, as mais comuns são a identificação do consumidor com o produto, ligar a marca a reforçadores e criar ou ressaltar uma necessidade.
O controle por propaganda não está só no mercado, na política a maior evidência foi a propaganda nazista, para divulgar a ideologia e a estética nazista na Alemanha da II Guerra. Além da oportunidade de promover saúde e segurança pública, ao apresentar o prejuízo do uso ou desuso de certo objeto ou hábito, como outdoors contra anorexia ou de valorização da vacinação.
As leis já não toleram promoções com estímulos indiscriminados, lembre-se da associação do comportamento de fumar com sucesso em esporte e em conquistas amorosas, quando na verdade o cigarro gera prejuízos cardiorrespiratórios e impotência sexual. 

Grife Italiana "No-l-ita" pelo "desuso" da anorexia.
Modelo francesa - Isabel Caro

"Viva o lado da vida"
Coca-cola é igual ao lado bom?

O poster da década de 30 dizia:
"Vida londa à Alemanha!"


Embora o behaviorismo forneça métodos consideráveis, não é possível controlar com o mesmo rigor do laboratório de Skinner, a interferência de variáveis, como redes sociais da internet, tanto no nível do estímulo quanto do reforço, tornando a adesão do consumidor indefinita, é indispensável que os produtos e serviços sempre se reapresentem.

Autora: Jeane Vieira (1o semestre)

“O Caso de Anna O.”

     Anna era uma mulher de 21 anos, inteligente e atraente, apresentava sintomas profundos de histeria, incluindo paralisia, perda de memória, náuseas e distúrbios visuais e orais. Os sintomas apareceram quando ela cuidava do pai que estava morrendo, alimentava por ele uma espécie de paixão.
     O Caso de Anna O. foi importante para o desenvolvimento da psicanálise por ter apresentado a Freud o método catártico, a chamada cura por meio da conversa.
     O médico Josef Breuer, começou o tratamento usando hipnose, ele pensava que enquanto estivesse hipnotizada, ela se lembraria das experiências especificas que pudessem ter originado alguns dos sintomas. Se sentia aliviada  ao falar sobre as experiências durante a hipnose, relatava os incidentes perturbadores ocorridos durante o dia, referia-se as conversas como uma limpeza de chaminé ou o que chamou de cura da palavra. De acordo com o seguimento das  sessões, os incidentes de que Anna se lembrava estavam relacionados com pensamentos  que repudiava. Revivendo as experiências perturbadoras durante a sessão de hipnose, os sintomas eram reduzidos ou eliminados.
     E então Anna exibia o que se tornou conhecida como transferência positiva (processo pelo qual um paciente responde ao terapeuta como se ele fosse uma pessoa importante “como o pai ou a mãe” em sua vida). Nesse caso ela estava transferindo o amor que sentia pelo o pai para Breuer, que teria sido incentivada pela semelhança de ambos.  
     Análises posteriores revelaram que Anna O. (cujo nome verdadeiro era Bertha Pappenheim) não foi curada com os tratamentos catárticos. Ele acreditava que  Bertha enlouquecera e sofreria até morrer. Ela superou os problemas emocionais, tornou-se assistente Social e feminista, escreveu uma peça sobre os direitos da mulher e acabou sendo homenageada com a criação de um selo postal alemão.

Autora: Priscila (1o período)

Anne Anastasi e a Psicologia

     Nasceu em Nova Iorque, EUA, em 19 de dezembro de 1908 e faleceu naquela cidade em 04 de maio de 2001. Ela ingressou na faculdade com 15 anos e recebendo o doutorado com 21. Decidiu torna-se psicóloga por influencia de um professor (Harry Hollingworth). Entre 1930 e 1938, lecionou na Faculdade Barnard da mesma Universidade pelo salário de 2.400 dólares (o equivalente, hoje, a 33.600 dólares, posteriormente, foi professora assistente e chefe do Departamento de Psicologia, na Faculdade de Queens da Universidade da Cidade de Nova Iorque. 

   Em 1947, foi para Fordham University como professora adjunta de psicologia, ministrando as disciplinas Testes Psicológica, Análise Fatorial, Psicologia Diferencial, Psicologia Aplicada e Estatística. Entre 1968 e 1974, dirigiu o departamento daquela Universidade e, em 1979, aposentou-se como professora jubilada, com o título de Doutora Honorária da Ciência.
Ao longo da sua carreira, foi-lhe ainda concedido o doutoramento (honoris-causa) pela Universidade Vilanova (estado de Pensilvânia), Universidade de Windsor (Canadá), LaSalle College (Quebeque) e Cedar Crest College (Allentown, no estado da Pensilvânia). Recebeu alguns prêmios e, em 1897, foi-lhe atribuído a Medalha Nacional para a Ciência, pelo presidente Ronald Reagan, pelo seu desempenho na psicologia diferencial, vista como uma ciência comportamental. Na sua investigação científica, Anne Anastasi deu a conhecer a importância dos factores ambiental e experimental no crescimento psicológico, encarando a psicologia como uma ciência comportamental quantitativa. Na sua base teórica, estudou aprofundadamente a construção de testes psicológicos e respectivas utilizações correctas.
 Apresentou relevante contribuição conceitual para compreensão das influências dos fatores ambiental e experiencial no desenvolvimento psicológico. Seus fundamentos teóricos discutem a construção de testes psicológicos e as suas apropriadas aplicações. Entre as obras consideradas textos clássicos estão: Psicologia Diferencial, Campos da Psicologia e, principalmente, Testes Psicológicos.


     Anastasi casou-se, em 1933, com o psicólogo John Porter Foley Jr., colega de doutorado na Columbia University. Ela considerava o seu casamento uma experiência enriquecedora, Um ano depois que Anastasi se casou, com 25 anos de idade foi diagnosticada com câncer cervical. O tratamento fez com que não conseguiu ter filhos.contudo, via o câncer como “uma das principais razoes para seu sucesso” mulheres de sua geração freqüentemente tinha que escolher enter a maternidade e a carreira.a escolha havia sido feita por ela, e agora ela estava livre para se concentrar na sua carreira sem conflitos ou culpa.

Autora: Hélida (1o período)

James Mckeen Cattell ( 1860- 1944)


     Nascido em Easton, Pensilvania em 1860, foi um funcionalista da Psicologia americana representada em sua vida, promovendo abordagens de práticas em estudo com processos mentais, sua Psicologia concentrava nas capacidades humanas no conteúdo da consciência.
     Cattell interessou-se pela Psicologia em virtude das próprias experiências com as drogas. Ele experimentou várias substâncias, como o haxixe, a morfina, o ópio, a cafeína, o cigarro e o chocolate e descobriu interesse tanto pessoais como profissionais e documentou em uma revista os efeitos das drogas no funcionamento cognitivo. 
     Reconheceu a importância da Psicologia, observou seu próprio comportamento e estado mental com grande interesse. Cattell começou a lecionar a Psicologia e estudou com Wundt na Alemanha. Após obter o doutorado, Cattell retornou aos Estados Unidos para lecionar a Psicologia na Bryn Marwr College e na University of Pennsylvania. Cattell tornou-se um dos primeiros psicólogos americanos a destacar a quantificação, a classificação e a graduação, e foi primeiro psicólogo a ensinar a analise estática dos resultados experimentais. O rápido crescimento da estática ofereceu aos psicólogos exatamente o tipo de instrumento quantitativo como que sonhavam para sustentar a credibilidade científica. Além da estatística, Cattell interessou-se também pelo trabalho de Galton sobre a eugenia. Cattell foi o primeiro professor de psicologia nos Estados Unidos na University of Pennsylvania e editor de revistas e publicações científicas. Cattell empregou a expressão teste mentais e, durante o período em que trabalhou na University of Pennsylvania, administrou vários testes a seus alunos. Os tipos de testes eram para medir a amplitude e a variabilidade da capacidade humana, os testes lidavam com as medidas sensório-motoras, os testes de inteligências usam medições mais complexas de habilidade mental. Seu trabalho a respeito dos testes mentais reforçou o movimento funcionalista na Psicologia americana. Cattell realizou uma das suas ambições: promover a Psicologia aplicada como um negocio. 
Cattell faleceu em janeiro de 1944.


Bibliografia: Livro, Historia da psicologia moderna / Duane P. Schultz,
Sydney Ellen Schultz; [tradução Suely Sonoe Murai Cuciol]. – São Paulo : Cengage Learnig, 2008.
Autora: Núbia (1o período)

A Máquina calculadora (Charles Babbage)

   Charles Babbage nasceu na Inglaterra, em Londres. Há uma pequena dúvida sobre a data de nascimento dele. A primeira, aponta 26 de Dezembro de 1792 Entretanto, dias mais tarde, um sobrinho de Babbage escreveu dizendo que seu tio havia nascido precisamente um ano antes,  em 1791. Mais tarde, indícios provaram que Babbage havia nascido no dia 06 de Janeiro de 1792. A confiabilidade de todas as três fontes é questionável. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Babbage)

 Babbage era muito inteligente e tinha talento especial para a matemática, que estudou por sua conta própria na adolescência Dentre suas principais contribuições está à criação da primeira calculadora que, segundo ele simulava as ações mentais. Além de tabular os valores das funções matemáticas, a máquina dispunha de recursos para jogar xadrez, damas e outros jogos. Era até mesmo dotada de memória para armazenar os resultados parciais usados posteriormente para completar o cálculo. Babbage batizou a calculadora de “a máquina da diferença”.
A máquina compreendia cerca de 2 mil peças de aço e de bronze, como hastes, engrenagens e discos, montadas com perfeição e movidas ou colocadas em funcionamento por  uma manivela manual. A calculadora de Babbage funciona até hoje.

Babbage resolveu promover à nova máquina junto às pessoas mais influentes da época. Organizou grandes festas na sua residência de Londres, com ate 300 convidados pertencentes à elite social, intelectual e política. Personalidades importantes faziam questão de serem vistas  na casa do brilhante contador de anedotas, inventor e celebridade, e de estarem da presença de Babbage, ao lado da extraordinária máquina. Entretanto, a máquina completa era volumosa demais  para ser exibida na casa. Assim Babbage construiu um modelom menor e colocava-o em  funcionamento para entreter os visitantes. Tinha aproximadamente 76 cm de altura, 61 cm de largura e 61 cm de profundidade.
     
Depois de 10 anos, Babbage foi forçado a abandonar seu trabalho com a máquina da diferença, pois o governo retirou seu apoio por causa dos altos custos. Um funcionário do governo britânico disse que se a máquina um dia fosse terminada, deveria “primeiramente calcular quanto dinheiro havia sido gasto para construí-la". A máquina podia refazer ou substituir determinados tipos de atividades mentais e representou a primeira tentativa de sucesso na reprodução do processo cognitivo humano e no desenvolvimento de uma forma de inteligência artificial.

Autora: Hélida (1o período)

A influência de Hugo Münsterberg na Psicologia Forense

A psicologia forense trata de uma relação entre a psicologia e a lei, Münsterberg abordou temas importantes nessa área dentre eles: a prevenção do crime, o uso de hipnose no interrogatório dos suspeitos, detecção de pessoas culpadas por meio de testes mentais e o caráter inconfiável das testemunhas oculares.
 Münsterberg se interessava em estudar as falhas da percepção humana ao testemunhar um crime, constatou de forma empírica que após presenciarem um crime as testemunhas ao relatarem os fatos divergiam nos detalhes, embora a cena estivesse recente na mente. Münsterberg então questionava se fatos recentes eram destorcidos fatos que ocorrerem a um período mais distante não poderiam ser descrito de forma detalhada, mostrando que as testemunhas oculares não são confiáveis para o parecer geral de um delito.
Suas pesquisas deram origem a um livro publicado em 1908, On the witness stand (No banco das testemunhas), que mais tarde em 1976 foi reimpresso devido o ressurgimento das questões que o livro levantara sobre a descrição da influência de fatores psicológicos no resultado de um julgamento sendo elas: as falsas confissões, o poder da sugestão no interrogatório das testemunhas e o uso de medições fisiológicas para detectar os estados emocionais alterados dos envolvidos.
Münsterberg também desenvolveu pesquisas na psicoterapia, onde discordava de Freud, acreditando que as doenças mentais ocorriam devido a problemas de desajustes comportamentais e não por conflitos inconscientes. Na psicologia industrial acreditava na eficácia, produtividade e satisfação e que assim poderia selecionar melhores trabalhadores de acordo com suas habilidades. 

Autora: Dannuse (1o período)

Os desafios da Psicologia Black

 Os Afro-americanos enfrentaram fortes preconceitos na Psicologia em geral. Em 1940 somente quatro faculdades para negros nos Estados Unidos ofereceram os curso de graduação em psicologia.

Quando os negros eram aceitos em uma universidade para brancos, enfrentavam uma série de barreiras para conseguir frequentar os cursos. Nas décadas de 1930-1940, diversas faculdades nem permitiam que os negros morassem no campus.

Francis Summer, o primeiro negro a obter o título de doutorado em psicologia, recebeu, em 1917, uma carta de recomendação considerada excelente, para um estudante de pós-graduação. O seu orientador o descreveu como "um homem de cor(...) relativamente livre das característica físicas e mentais que muitas pessoas de outras raças consideram  condenáveis" (Sawyer, 2000, p. 128).Quando Summer matriculou-se para o curso de pós-graduação na Clark University, a direção da universidade providenciou uma mesa separada no refeitório para ele e para os poucos colegas que se dispunham a acompanhá-lo nas refeições..

A principal universidade a oferecer formação  em psicologia para estudantes negros era a Harvard University, em Washington, DC. Na década de 1930, a escola era conhecida como a "Harvard dos Negros"(Phillips,2000,p. 150). Entre 1930 e 1938, somente 36 negros estavam matriculados nos cursos de pós-graduação o em psicologia em universidades fora da região Sul dos Estados Unidos, e a maioria frequentava a Harvrd. Entre 1920 e 1950, 32 negros obtiveram o título de doutorado em Psicologia. De 1920 a 1966, os dez departamentos de psicologia de maior prestigio dos Estados Unidos concederam oito doutorados a negros, entre o total de mais 3.700 concedidos (Guthri 1976; Russo e Denmark 1987).
O título de Ph.D. era o primeiro obstáculo a ser vencido pelos os negros e o próximo era encontrar um emprego digno. Poucas Universidades empregavam professores negros, as faculdades tradicionalmente para negros eram as principais fontes de trabalho.

Autora: Priscila - 1o período

Gustav Theodor Fechner e a Psicologia

Fechner nasceu numa aldeia do sudeste da Alemanha onde seu pai era o ministro, foi um pensador de interesses intelectuais notavelmente diversos no decorrer de uma ativa carreira de mais de setenta anos. Foi fisiologista por sete anos, físico durante quinze, psicofísico por catorze, esteticista experimental durante onze, filósofo por quarenta — Dentre esses empreendimentos, a obra de psicofísica foi a que lhe conferiu maior fama, embora ele não quisesse ser lembrado pela posteridade como tal.

Para Fechner, o físico e o psíquico não seriam realidades opostas, mas aspectos de uma mesma realidade essencial.

Fechner foi um dos pioneiros da Psicologia Experimental e da própria Psicologia. Procurando demonstrar que o psíquico e o físico são dois aspectos diferentes da mesma realidade, formulou, em seus elementos de psicofísica, estabelecendo a relação entre a quantidade de excitação e a intensidade da sensação Fechner foi um dos pioneiros da psicologia experimental e da própria psicologia sendo a data de publicação do seu "Elementos de psicofísica" uma das propostas para o início da psicologia enquanto ciência (disputa essa atribuição com Wundt e a construção do seu laboratório de psicologia). 

Fechner caiu numa depressão que duraram vários anos. Tinha dificuldades para dormir, não conseguia digerir alimentos (no entanto, não tinha fome, e o seu corpo estava quase em estado de inanição). A doença de Fechner pode ter tido natureza neurótica, hipótese sustentada pela maneira estranha como depois conseguiu a cura. Sua recuperação começou quando uma amiga sonhou que fizera para ele um prato condimentado à base de presuntos crus, com molho de vinho do Reno e suco de limão. 



Sua melhora, no entanto, durou pouco. Cerca de seis meses depois, os sintomas pioraram a ponto de ele temer pela própria sanidade, ocupou-se em tarefas mecânicas e rotineiras como forma de terapia ocupacional.
Ainda deitado em sua cama nessa manhã, Fechner repentinamente compreendeu que a lei que governa o vinculo entre a mente e o corpo poderia ser encontrada num relacionamento quantitativo entre uma sensação mental e um estímulo material.
Fechner morreu em Leipzig, em 18 de novembro de 1887.
Autoria - Núbia - 1o Período
Bibliografia -
www.wikipedia.org/wiki/Gustav_Theodor_Fechner
Livro - História da Psicologia Moderna - Influências Fisiológicas sobre a Psicologia (A Vida de Fechner)

domingo, 21 de novembro de 2010

Auguste Comte e a Psicologia

     Comte, cujo nome completo era Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, nasceu em 19 de janeiro de 1798, em Montpellier, e faleceu em cinco de setembro de 1857, em Paris. Filósofo e auto-proclamado líder religioso, deu à ciência da Sociologia seu nome e estabeleceu a nova disciplina em uma forma sistemática. Foi aluno da célebre École Polytechnique, uma escola em Paris fundada em 1794, onde se ensinava a ciência e os pensamentos mais avançados da época. De família pobre, sustentou seus estudos com o ensino ocasional da matemática e oportunidades no jornalismo. No período de 1817, foi secretário do Conde Henri de Saint Simon, expoente do socialismo utópico.
      Mas em 1824 rompeu com Saint-Simon ao discordar das idéias deste sobre as relações entre a ciência e a reorganização da sociedade.
Em fevereiro 1825 Comte se casou com Caroline Massin, proprietária de uma pequena livraria, ele a achava forte e inteligente, mas depois a taxou de ambiciosa e desprovida de afetividade.
Depois de se afastar de Saint Simon, a principal preocupação de Comte tornou-se a elaboração de sua filosofia positiva, ele definia o positivismo em uma doutrina filosófica, sociológica e política.
 Decidiu então oferecer um curso particular que os interessados subscreveriam adiantado, e onde divulgaria seu conhecimento positivo. O curso abriu em abril de 1826, Comte deu apenas três aulas e foi obrigado a interromper o curso devido a um colapso nervoso desencadeado supostamente por “problemas conjugais”, seu mal foi diagnosticado como “mania” no hospital do famoso Dr. Esquirol, autor de um tratado sobre a doença, e ele próprio submeteu Comte a um tratamento com banhos de água fria e sangrias.
     Comte se recuperou e durante os anos 1830-1842, quando escreveu sua obra prima, Cours de philosophie positive, período de concentração intensa de onde saiu o alicerce fundamental da obra comtiana, que de um lado, procede a uma classificação das ciências, por ordem de complexidade, de outro, formula a Lei dos Três estados ( Teológico, Metafísico e Positivo ), que caracterizam períodos da história humana. Comte foi incomodado não somente por dificuldades financeiras e as frustradas tentativas de emprego acadêmico, mas também sofreu críticas do mundo científico por parte de importantes figuras que o ridicularizavam pela sua pretensão de submeter ao seu sistema todas as ciências. A mágoa agravou seu estado psicológico. Por razões “de higiene cerebral”, foi quando ele decidiu-se em 1838, a não ler mais uma linha de qualquer trabalho científico, limitando-se à leitura de ficção e poesia. Em seus últimos anos o único livro que haveria de ler repetidamente seria “Imitação de Cristo”. Sua vida matrimonial, que sempre fora tempestuosa, também se desfez. Comte teve várias separações de Caroline, que não suportava os seus fracassos e terminou por deixá-lo definitivamente em 1842. Contudo apesar de todas estas adversidades, Comte começou lentamente a adquirir admiradores como o pensador inglês John Stuart Mill, que foi citado em seu System of Logic 1843, como um dos principais pensadores europeus.
     Em 1844 conheceu Clotilde de Vaux, por quem se apaixonou, ela era uma mulher de trinta anos abandonada pelo marido, um funcionário público do baixo escalão, que havia fugido do país depois de se apropriar de fundos do governo. Porém, um desdobramento inusitado, Clotilde estava impedida pela lei de casar-se, pois seu marido era um foragido.
     Auguste Comte então acabará de concluir seu monumental Cours de philosophie positive, e se preparava para escrever o que pretendia que seria sua principal obra, o Système de politique positive, da qual ele considerava o Cours de philosophie como apenas uma introdução.
 Em 1846, Clotilde adoece com tuberculose e vem a falecer.
     Entre 1851 e 1854 Comte redigiu o Sistema de política positiva, no qual expôs algumas das principais consequências de sua concepção de mundo não-teológica e não-metafisica, propondo uma interpretação pura e plenamente humana para a sociedade e sugerindo soluções para os problemas sociais; no volume final da obra apresentou as instituições principais de sua Religião da Humanidade.
     Em 1852 Comte instituiu uma sétima ciência, a Moral, cujo âmbito de pesquisa é a constituição psicológica do indivíduo e suas interações sociais.
     Pode-se dizer que o conhecimento positivo busca
ver para prever, a fim de prover - ou seja: conhecer a realidade para saber o que acontecerá a partir de nossas ações, para que o ser humano possa melhorar sua realidade. Dessa forma, a previsão científica caracteriza o pensamento positivo. Para Comte o objeto da psicologia pode ser repartido sem prejuízo entre a biologia e a sociologia.
     Em 1856 publicou o primeiro volume de Síntese Subjetiva, projetada para abarcar quatro volumes, cada um a tratar de questões específicas das sociedades humanas: lógica, indústria, pedagogia, psicologia. Não pôde concluir a obra ao falecer, possivelmente de câncer, em 5 de setembro de 1857, em Paris.
   Sua última casa, na Rua Monsieur-le-Prince, n. 10, foi posteriormente adquirida por positivistas e transformada no museu casa de Augusto Comte, cujo mesmo ficou conhecido até então como Pai do Positivismo.
.Autora: Samara (1o período)
Blibliografia:
Data:   8/8/2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

René Descartes e a Psicologia

     Descartes nasceu na França em 31 de março de 1596, teve uma vida confortável. Aos 21 anos, serviu como voluntário nos exércitos da Holanda, da Bavária e da Hungria e ficou conhecido como um espachim ousado e habilidoso.


     Seu único romance mais duradouro foi o relacionamento de três anos com a holandesa Helena Jans, que deu a luz a sua filha Francine, que faleceu aos 5 anos de idade em seus braços, assim vivenciou “a mais profunda dor de seu vida”. Permaneceu solteiro pelo resto de sua vida. Descartes escreveu muitos trabalhos relacionados com a matemática e filosofia. Sua crescente fama chamou atenção dos poderosos da época.
       O trabalho mais importante de Descartes para o desenvolvimento da Psicologia moderna foi a tentativa de resolver o problema mente-corpo (questão da distinção entre as qualidades física e mental). Antes de Descartes, a teoria predominante afirmava ser a interação entre a mente e o corpo essencialmente unilateral. A mente era capaz de exercer grande influência sobre o corpo, enquanto o corpo exercia pouco efeito sobre a mente. Na sua visão, a mente e o corpo eram realmente compostos de diferentes essências. Na teoria da interação mente-corpo de Descartes, a mente influencia o corpo e a influencia do corpo deste sobre a mente era maior do que se acreditava.                             Descartes introduziu uma abordagem para a questão que perdurava havia tanto tempo, ou seja o problema mente e corpo e concentrou sua atenção na dualidade físico-psicológico. Assim, redirecionou a atenção dos pesquisadores, que passaram do conceito teológico abstrato da alma para o estudo científico da mente e dos processos mentais.
       Desse modo, os cientistas acabaram aceitando a mente e o corpo como duas entidades separadas. A idéia revolucionária de Descartes afirma que a mente e o corpo, embora distintos, são capazes de interagir sobre o corpo do mesmo modo que na mente.
     Descartes foi influenciado pelo espírito mecanicista da época, refletido nos relógios mecânicos e nos robôs.  Quando morou em Paris, ficou encantado com as maravilhas mecânicas instaladas nos jardins reais. Quando descrevia o corpo humano, fazia referência direta as figuras mecânicas que vira. Comparava os nervos do corpo humano aos canos dentro dos quais corria a água e os músculos e tendões as engrenagens e molas. Os movimentos do robô não resultavam da ação voluntária da máquina, mas de ações externas como, por exemplo, a pressão da água. A natureza involuntária desses movimentos refletia-se na observação de Descartes, de que os movimentos corporais, muitas vezes ocorrem sem a intenção consciente do indivíduo.
       Descartes é definido como o autor da teoria do ato reflexo (à idéia de um objeto externo (Estímulo) pode provocar uma resposta involuntária). Essa teoria é precursora da moderna psicologia Behaviorista de estímulos e respostas, cuja idéia consiste na possibilidade de um objeto externo (estímulo) provocar uma resposta involuntária, como a perna que solta quando o médico bate no joelho com um pequeno martelo. O comportamento reflexo não envolve pensamento nem processo cognitivo: parece ser mecânico ou automático. De acordo com a teoria de Descartes, a mente é imaterial,  ou seja, não tem substância física, mas é provido de capacidade de pensamento e de outros processos cognitivos.
       A doutrina das idéias de Descartes também exerceu profunda influência no desenvolvimento da psicologia moderna. Ele afirmava ser a mente produtora de dois tipos de idéias: as  derivadas que surgem da aplicação direta de estímulos externos, tais como o som do sino ou a imagem de uma arvore são produtos das experiências dos sentidos. As idéias inatas surgem da mente ou da consciência independente das experiências sensoriais ou dos estímulos e externos, não são produzidas por objeto do mundo externo que invadem os sentidos mais desenvolvidos a partir da mente ou do consciente. Embora as idéias inatas possam existir independentemente das sensações é possível serem percebidas na presença das experiências adequadas. Entre as idéias inatas identificadas por Descartes está Deus, o eu, a perfeição e o infinito.
O trabalho de Descartes serviu como catalisador das diversas tendências convergentes da nova Psicologia. Dente as contribuições sistemáticas mais importantes destacam-se:
·         A concepção mecanicista do corpo
·         A teoria do ato reflexo
·         A interação mente-corpo
·         A localização das funções mentais no cérebro
·         A doutrina das idéias inatas
       Descartes morreu em 11 de fevereiro de 1650, conseqüência de pneumonia. Após 16 anos de morte de Descartes, seus amigos decidiram que os despojos deveriam retornar à França. Enviaram a Suécia um caixão que era pequeno demais parar conter os restos mortais. Assim as autoridades suecas decidiram cortar a cabeça e enterrá-la até que outras providencias fossem tomadas. Enquanto os restos mortais de Descartes eram preparados para a viagem de retorno para casa, o embaixador Francês na Suécia decidiu guardar um Souvenir e cortou-lhe o dedo indicador direito. O corpo, agora sem a cabeça e sem um dedo, foi sepultado em Paris em meio a muita pompa e cerimônia. Algum tempo depois, um oficial do exercito sueco desenterrou o crânio de Descartes e guardou-o de lembrança. Durante 150 anos ele passou de um colecionador para outro ate ser finalmente enterrado em Paris.
       Os cadernos e os manuscritos de Descartes foram enviados para Paris depois da sua morte. Porém o navio afundou pouco antes de atracar e os papeis estiverem submersos por três dias. O trabalho de restauração levou 17 anos para tornar possível a publicação
Autora: Najara (1o período)

Auto-estima: Obesidade no desenvolvimento Infantil

     Em Psicologia, auto-estima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).

     Observando a imagem acima, vemos que começa a se formar uma identidade que nos mantém bem ou mal com nossa própria imagem desde a infância. O preconceito e a discriminação criados pela visão da estética é uma causa de angústia e sofrimento para uma criança e pior ainda na adolescência. Por serem motivo de piadas na prática de exercícios que envolvem agilidade, os “gordinhos” vão ficar em desvantagem e poderão sofrer a exclusão do grupo nessas atividades.
       Apelidos de mal gosto costumam ser um dos motivos que levam os adolescentes obesos a tornar-se anti-sociais e entrarem em depressão.
     Temos necessidade de nos sentirmos bem conosco mesmos, de mantermos uma boa imagem e termos uma boa auto-estima para continuarmos a desfrutar da vida maravilhosa que Deus nos proporciona.

Autor: Egídio (2o período)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Leta S. Hollingworth - participação feminina ativa na Psicologia

             Nascida em Nebraska, no Estados Unidos no ano de 1886, Leta Stetter Hollingworth foi de suma importância para a Psicologia, formada em 1906 pela Universidade de Nebraska. Casou-se com um doutor em Psicologia, Harry Hollingworth no ano de 1908, após seu casamento Leta não pode exercer sua profissão de professora devido a uma lei que proibia mulheres casadas a lecionar em escolas públicas. Harry juntou dinheiro para que Leta pudesse frequentar o curso de pós-graduação na Universidade da Columbia  onde se torna doutora 1916. Seus estudos contribuíram significantemente para a psicologia clínica, educacional, acadêmica e  para a psicologia feminina com a qual obteve o mérito de ser citada na American Men of Science,  sendo a principal referencia bibliográfica dos cientistas norte-americanos e que mais tarde recebe o nome de American Men and Women of Science.
Leta Hollingworth realizou pesquisa empírica a respeito da "hipótese de variabilidade", um conceito do darwinismo social da época em que acreditava-se na ideia de que as mulheres eram inferiores aos homem tanto intelectualmente, fisicamente e emocionalmente. Estudava as mudanças tanto do sexo masculino como do sexo feminino, seus dados desmentiram a hipótese de variabilidade e outras questões que inferiorizava a mulher, como a de que a mulher era mentalmente incapaz de durante o período de menstruação, quebrando paradigmas do preconceito ao sexo feminino.
Leta Hollingworth dizia que não era os fatos biológicos que faziam com a que mulher não tivesse uma participação mais ativa na sociedade mais sim atribuía esse fato a questão social e cultural do período.
A mesma iniciou um dos primeiros estudos sistemáticos de crianças com quociente de inteligência (QI) acima de 180, um dos seus trabalhos mais conhecidos, ela acreditava que os fatos ambientais e educacionais eram de extrema importância para desenvolver o potencial. Se interessava em cuidar corretamente da superdotação e como educar adequadamente indivíduos superdotados. Em meio as preocupações em volta da superdotação, Leta S. Hollingworth realizou uma pesquisa consistente tanto com interesse científico e com a preservação da privacidade na mente. Ela formou uma fundação para o estudo das crianças realmente talentosas.
Autora: Dannuse (1o Período)

Mary Whiton Calkins venceu o preconceito e a discriminação na Psicologia dos anos 60

      Nascida em 30 de Março de 1863, a norte-americana psicóloga, psiquiatra e professora Mary Whiton Calkins, vencedora do preconceito e discriminação, sendo de grande e duradoura importância para a psicologia, estando entre os 50 (cinquenta) psicólogos mais importantes dos Estados Unidos.
     A Universidade de Havard não a aceitava por ser uma mulher, mesmo atendendo todos os requisitos da Universidade e fazendo pesquisas brilhante como estudos da memória humana, o simples fato de ser do sexo feminino fez com que Calkins não pudesse obter um título superior pela Harvard University, se graduando pela Universidade Columbia.
     Após terem sido apresentadas, a seu favor, petições do Presidente do Wellesley College, uma Universidade para mulheres onde ela lecionava e de seu pai, um ministro presbiteriano importante. Mary Calkins, sob a orientação de William James, apresentou um trabalho doutoral à Universidade de Harvard, mas esta a recusou diversas vezes, a atribuir-lhe o doutoramento, simplesmente por ser mulher.
     Em 1891, regressou ao Wellesley College, onde criou o laboratório experimental de psicologia e onde se tornou professora dessa ciência. Em 1905, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da APA (Associação Americana de Psicologia), sem ter doutoramento.
A foto ilustrada mostra Mary Whiton Calkins, entre alguns Psicólogos Americanos sendo, a única mulher. 

Muitos cientistas e psicólogos do século XIX Acreditavam na Superioridade Intelectual Masculina.  Baseavam-se na ideia de Darwin a respeito da variabilidade masculina, que em diversas espécies o macho demonstrava uma variedade mais ampla de desenvolvimento das características físicas e das habilidades do que as fêmeas. Creram com isso que, a mulher tinha menos capacidade intelectual que o homem.  O mito da hipótese da variabilidade considerava a mulher inferior ao homem, fisicamente e mentalmente, causando tanto preconceitos e discriminação. Calkins mostrou sua intelectualidade e contribuiu para a psicologia.       

Autora: Milena (1o período)                                                                    

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O triângulo amoroso de Jonh Stuart Mill (1806-1873)

     Filho de James Mill sofreu uma criação em que ele deveria ser o reflexo do pai, e por isso ele era bastante cobrado, era proibido de cometer erros.
     Se os mesmos acontecessem eram punidos com castigos severos. Aos três anos já lia teorias de Platão na escrita original em grego, aos 11 escreveu seu primeiro trabalho acadêmico e quando já havia completado os 12 anos dominava com perfeição e facilidade o currículo universitário padrão.
     Com 18 anos, descreveu a si mesmo como uma “máquina lógica”, aos 21 anos sofreu uma grande decepção que mais tarde se tornou uma depressão profunda. Após alguns estudos mais detalhados se tornou contrário a teoria do seu pai na qual ele a corrigia no aspecto de que a mente não era restritamente passiva, mas ativa, que tinha sim a possibilidade de desempenhar a função de criação. Nesse ponto, prestou importante contribuição para a futura Psicologia.
     Era a favor da criação do regime igualitário onde homens e mulheres, por serem indivíduos formadores da sociedade, tinham que ter direitos iguais.
     Teve um momento da sua vida que comparado com estilo de sociedade da época era bastante repreendido, ele fazia parte de um triângulo amoroso, e o mais interessante desse caso era que o marido oficial se conformava com a situação e permaneceu muito tempo nessa situação, Os mesmos assinaram um contrato em que nele havia uma cláusula que proibia a atividade sexual que só se desfez com a morte do marido.
Autor: Charles Mello (1o Período)

Jonh Stuart Mill e a Psicologia


 
     Filósofo, um grande pensador do século XIX, teve uma infância nada conveniente no qual aos três anos de idade lia grego,concordava com a visão de Locke a respeito da mente humana como uma folha em branco para o registro das experiência. Aos 12 anos de idade dominava com perfeição o currículo universitário padrão, com 18 anos, descreveu a si mesmo como uma “máquina lógica". Sempre foi interessado em política e filosofia, mas sua adolescência não foi muito longa, uma vez que aos vinte anos de idade teve um colapso nervoso. Defendeu uma apreciação mais sofisticada da influência das forças históricas na formação das idéias das pessoas e uma perspectiva menos cínica sobre as forças de relação. Em 1831 teve uma amizade peculiar com uma senhora casada, na qual foi determinante para sua vida, pois após a morte do marido dela, se casaram. Mill era um empirista cujo objetivo consistia em construir um sistema de conhecimento empírico genuíno, para uso tanto nas questões sociais e morais como na ciência. Então podemos perceber que Mill  teve uma vida o quanto conturbada e usou a mesma  apenas para um objetivo que foi os seus estudos.
    Um grande incentivador para isso foi seu pai, pois, além de ensiná-lo a estudar desde cedo, acabou contribuíndo para que Mill fizesse oposição às suas idéias quando adulto. Mill combatia a posição mecanicista. Ou seja, a visão de mente passiva que reage mediante o estimulo externo, e criou outra em que  concordava com Locke, quanto à importância da experiência e, em sua proposta, afirmava que idéias complexas não são apenas somatórias de idéias simples por meio de processo de associação. Acreditava que as idéias complexas eram mais que a soma de idéias simples.Comtribuiu significativamente  para a Psicologia, alegando ser possível a realização de um estudo científico da mente. Além disso Mill recomendou um novo campo de estudo que chamou de "Etologia" dedicado aos fatores que influenciavam o desenvolvimento da personalidade humana.
    Mill combatia a posição mecanicista de seu pai, James Mill, Oe seja, a visão de mente passiva que reage mediante o estimulo externo. Com isso, contribuiu muito para a Psicologia contemporânea.

Autor: Otávio César (1o período)